25 de abril, Dia da Liberdade

A Revolução de Abril
Revolução dos cravos

E porque hoje é 25 de abril, o Dia da Liberdade, Thomas Pesquet, o astronauta francês, ofereceu a Portugal uma prenda verdadeiramente invulgar: uma fotografia por si tirada da janela da Estação Espacial Internacional e, por si, divulgada nas redes sociais.

Foto zap.aeiou.pt
Thomas Pesquet

Com ela, a fotografia, Thomas Pesquet escreveu “Bem, não é todos os dias que se pode ver um país inteiro numa única fotografia, especialmente um país que tem tanto para oferecer como Portugal!”, in Público.

O dia 25 de abril é comemorado em Portugal como o Dia da Liberdade, a “Revolução dos cravos”, e a partir de hoje celebrado de modo historicamente inexcedível.

Celebra-se a revolta dos militares portugueses que em 25 de abril de 1974 levaram a cabo um golpe de Estado militar planeado para pôr fim ao regime ditatorial do Estado Novo, liderado autoritariamente por António de Oliveira Salazar, que governava Portugal desde 1933.

A liberdade de expressão, de opinião, de fazer greve, de se manifestar e de se associar foram totalmente reprimidas pela ditadura que se impunha e mantinha no poder com a tortura, e outros maus tratos e cativeiro, a quem se opusesse ao regime da ditadura.

Foto anamargaridapalmeiraebom.sapo

Foi preciso muita coragem, determinação e saturação, provocada pelo viver escondido e com medo, para que a Revolução vingasse, para que a o Movimento das Forças Armadas (MFA), composto por militares da Guerra Colonial e por estudantes universitários, entre outros da “classe” intelectual e, ainda, com o apoio da população portuguesa, se conseguisse a implantação do regime democrático e a instauração da nova Constituição Portuguesa, a 25 de abril de 1976.

Logo após a revolução do 25 de abril foi criada a Junta de Salvação Nacional que nomeou António de Spínola como Presidente da República e Adelino da Palma Carlos como Primeiro-Ministro.

Os dois anos seguintes ao da Revolução de 1974 foram muito difíceis e complicados, de grande agitação social, e até política, este período tão conturbado ficou conhecido por Processo Revolucionário em Curso (PREC). Apesar disso, na verdade, foi uma vitória da democracia portuguesa e um marco histórico duma Revolução pacífica onde os cravos foram, e são, o símbolo da Revolução de 1974.

Foto fonte web

Hoje a Revolução, também, foi comemorada a partir do espaço. Obrigada Thomas Pesquet.

Viva Portugal!

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editorial

Helena Navalho é jurista. Licenciou-se em História pela Faculdade de Letras e em Direito pela Faculdade de Direito (Universidades de Lisboa) e vem falar da ferramenta jurídica que está presente no quotidiano do cidadão comum.

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