Alojamento Local

O boom do Alojamento Local 

# De que tanto se fala

O editorial jurídico dedica este post ao Alojamento Local (AL).

Alojamento Local

O Alojamento Local está a aumentar a olhos vistos em Portugal, de acordo, por exemplo, com a plataforma Airbnb no final o ano de 2017 os arrendamentos temporários a turistas aumentou exponencialmente, principalmente em Lisboa e no Porto, em relação ao ano de 2016.

O valor do mercado do alojamento local aumentou consideravelmente a partir de março de 2017, segundo a plataforma de negócio AirDNA. Mas a sazonalidade é ainda muito elevada, com o agosto a bater records, a valer mais do triplo de dezembro de 2017. Ao todo, as receitas do alojamento local em Lisboa e no Porto valeram mais de 40 milhões de euros no pico do verão, numa altura em que a hotelaria registava 393 milhões de euros de proveitos de aposento.

AL e Turismo Portugal

A Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) apresentou estudos sobre o impacto do Alojamento Local nas várias regiões do país, os resultados mostram que em 2016 esta atividade teve um impacto direto de 285 milhões de euros. Estima-se que em 2020 atinja os 624 milhões de euros, mais 119%.

Quase um terço dos estabelecimentos de alojamento local registados em 2017 dizem respeito “única e exclusivamente” a legalizações, nomeadamente, devido à obrigação de as plataformas eletrónicas exigirem o número de registo, de acordo com a associação do setor. A figura do alojamento local foi criada em Portugal pelo Decreto-Lei n.º 39/2008, de 7 de março, com consequentes alterações, porém é o Decreto-Lei n.º 128/2014, de 29 de agosto (alterado pelo Decreto-Lei n.º 63/2015, de 23 de abril) que vem autonomizar a figura do Alojamento Local da figura dos empreendimentos turísticos.

Então pergunta-se “em que consiste o alojamento local?” Considera estabelecimento de alojamento local os estabelecimentos que prestam serviço de alojamento temporário a turistas, mediante remuneração, e que reúnam os requisitos exigidos pelo citado Decreto-Lei n.º 128/2014.

Segundo dados do Registo Nacional de Estabelecimentos de Alojamento Local (RNAL), disponibilizado pelo Turismo de Portugal, o Alojamento Local em Portugal mais do que quadruplicou nos últimos três anos, sem contar com o ano de 2018 que já vai a meio, passando de cerca de 13 mil estabelecimentos registados até 2014 para bem mais de 55 mil espaços hoje existentes um pouco por todo o país.

AL uma realidade

Pense nisto … o editorial voltará a este assunto tão em voga, tão atual e de milhões que está a trazer à economia portuguesa.

A revolução dos cravos

25 de abril

Em memória dos opositores e resistentes ao regime da ditadura

Para que não esqueçamos o passado vivido, de quem viveu, na luta, na dor, no sacrifício e na tortura física duma liberdade ausente, e não lembrada nem vivida, mas desejada, de vidas esquecidas que nos trouxeram até ao presente, para no futuro não voltar a viver! Liberdade … Liberdade … Democracia, futuro, não voltes ao passado da ditadura que amordaça e silencia a Liberdade.

Foto Cravos 25 de abril 2018

Antes uma democracia imperfeitamente feita do que …

Caro leitor, nas comemorações do 25 de abril de 2018, o Editorial Jurídico não pode deixar de assinalar a memória esquecida dos que passaram pela prisão do Aljube e horrores viveram para nos presentear com os trilhos traçados e que ajudaram a conduzir ao 25 de abril de 1974.

Dedica-se, pois, este artigo, também, ao Museu do Aljube – Resistência e Liberdade. Museu que se dedica à história e à memória do combate à ditadura, bem como à resistência em prol da liberdade e da democracia.

Foto Museu do Aljube – Resistência e Liberdade

Museu histórico que valoriza a memória de luta contra a ditadura na construção da cidadania que adota a luta contra o silêncio mordaz, luta contra o silêncio que desculpabiliza e é cúmplice do regime ditatorial em que viveu Portugal de 1926 a 1974.

O nosso Portugal viveu 48 anos em regime ditatorial, na ditadura militar (1926 a 1933) e com o Estado Novo (1933 a 1974) que se alicerçaram no desmembramento do Estado liberal e no “desfalque” ao sistema parlamentar multipartidário e do sindicalismo livre. Edificaram a censura prévia, fizeram uso da justiça sumária para julgar os opositores, muitas vezes sem julgamento, presos apenas porque sim. Presos em cadeias privativas das polícias políticas ou deportados para vários campos de concentração espalhados pelo império português. Daí a clandestinidade e com ela a repressão desmesurada das opiniões, das dúvidas e das críticas ao regime.

Como se retira dos escritos do Aljube “A resistência ao regime ditatorial manifestou-se, através de revoltas, de greves e de propaganda clandestina. A resistência republicana e socialista desencadeou mais de uma dezena de intentonas e revoltas entre 1933 e 1940. Após 1929 o partido comunista português desenvolveu uma intensa luta clandestina … Mas foi nos anos 70 que se acentuaram as contradições políticas e se criaram as condições para a reposição das liberdades em 25 de abril de 1974.”

Durante a resistência o preso era conduzido às prisões políticas, onde era submetido a processos de intimidação e, quase sempre, de profunda tortura física e psicológica, para declarar a sua “culpa” ou para denunciar companheiros de luta e redes a que pertenciam. Da intimação e tortura faziam parte os curros (ou gavetas). No Aljube existiam 14 curros, isto é, minúsculos compartimentos cujo tamanho era aproximadamente 1 x 2 metros, sem quaisquer condições de salubridade e de luz.

Foto Museu do Aljube, os curros

Os curros eram muito, quase sempre, utilizados antes dos presos serem levados a interrogatório. Por vezes, permaneciam ali, no Aljube, à ordem da polícia, por tempo longo e indeterminado.

A par disto, ao fim de 13 anos de guerra colonial, o regime ditatorial mostrou-se inútil e incapaz de encontrar uma solução.

Depois de 48 anos de ditadura, por meio dos militares, cansados da guerra colonial e de grande e grave confrontação social, chegou a madrugada de 25 de abril de 1974 e com ela a reposição das liberdades. A reposição da Liberdade.

Em memória aos que combateram a ditadura! À memória dos que pereceram às suas mãos e à memória daqueles que contribuem, ainda hoje, para a memória viva e enriquecimento da história do Aljube, com os seus relatos vivos, bem como, à memória da resistência em prol da liberdade e da democracia, o Editorial posta este artigo.

Foto Museu do Aljube

Caro leitor homenageie os combatentes da ditadura, visite o Museu do Aljube – Resistência e Liberdade (http://www.museudoaljube.pt/).

Viva o 25 de abril!

Viva Portugal!

Dívidas Fiscais

AT – Autoridade Tributária e Aduaneira – O Fisco

Opte por pagamento em prestações em vez de chegar à penhora

Dívidas e mais dívidas e as fiscais são daquelas dívidas que dão uma grande, grande, dor de cabeça, porque, quando não pagamos dão sempre em penhora.

Se não efetuar o pagamento dentro do prazo, por exemplo, do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas (IRS) ou do Imposto Municipal sobre as Transmissões (IMT), ou outro do tipo, fica logo a fazer parte da lista de devedores ao Estado, o que não é nada agradável.

Foto globalfisco.pt

Como o Editorial já referiu, estas dívidas fiscais quando não são liquidadas dentro do prazo terminam em penhora, geralmente, na venda dos bens penhorados. Por isso, convém habituar-se a fazer uso do Portal das Finanças para verificar se e quais os pagamentos que tem a fazer, se for o caso.

Posto isto, caro leitor, o melhor é pagar, e pagar na totalidade a dívida, porém se não tiver possibilidades de pagar na íntegra tem possibilidade de o fazer em prestações. Desde 2016 o Estado passou a facilitar o pagamento das dívidas fiscais em prestações, até, mesmo, antes de ser instaurado um processo executivo para o efeito. Por isso evite sarilhos, faça um esforço, e pague em prestações se for melhor para si.

De acordo com a informação recolhida, nomeadamente do e-konomista, o pagamento em prestações não carece de qualquer tipo de garantia adicional, assim:

– Relativamente ao IRS, as dívidas até 5.000 € podem ser pagas até 12 prestações; anteriormente só podiam ser negociadas dívidas até 2.000€ e em seis prestações;

– No caso do IRC, as dívidas até 10.000€ podem ser pagas até 12 prestações;

Em ambos os casos, o pagamento das dívidas fiscais tem de ser mensal e inclui o valor dos juros de mora.

Foto publico.pt

Porém, nas situações em que o pagamento tenha obrigatoriamente que ser acompanhado de garantias, os contribuintes podem fazer a regularização das dívidas fiscais até ao máximo de 36 prestações.

Esta “maravilha” tem um senão, o pedido do pagamento de dívidas fiscais em prestações só pode ser feito, ou melhor só é aceite pela Autoridade Tributária, se o leitor enquanto contribuinte, devidamente, comprovar que a sua situação económica não lhe permite pagar as dívidas dentro dos prazos legalmente previstos ou nos casos em que ocorram circunstâncias excecionais e razões de interesse público o justifiquem, de acordo com o artigo 31.º do Regulamento de Cobrança e Reembolsos.

Agora o que muito interessa ao leitor enquanto contribuinte? Qual é o prazo de prescrição destas dívidas fiscais?

Foto rtp.pt

A Administração Fiscal tem a obrigação legal de notificar o contribuinte do imposto a liquidar, tome nota, notificar, no prazo de 4 (quatro) anos, nos termos do artigo 45.º da Lei Geral Tributária. Ao fim deste prazo a dívida considera-se caducada e a Autoridade Tributária já não pode efetuar a liquidação da dívida. Mas se tiver notificado a administração fiscal tem 8 (oito) anos para concretizar a cobrança da dívida antes da prescrição, isto abrange também os juros.

O Editorial Jurídico espera que esta informação lhe evite transtornos e inconvenientes económicos.

A desgraça humana usada para intentos políticos

Aproveitamento indecoroso dos incêndios

PSD fala do que não sabe? Ou sabe?

Vale a pena lembrar que na passada semana João Galamba do PS considerou “indigno” que o eurodeputado do PSD Paulo Rangel tivesse tentado tirar ganhos políticos da tragédia de Pedrógão Grande, acusando-o de mentir porque o Governo não fez cortes, como afirmou Paulo Rangel, mas sim aumentou orçamentos em áreas centrais do Estado (http://www.cmjornal.pt/cm-ao-minuto/detalhe/ps-acusa-paulo-rangel-de-mentir-e-diz-ser-indigno-aproveitamento-politico-de-tragedias).

Tem toda a razão João Galamba, é “indigno” que se tire ganhos políticos da tragédia de Pedrógão Grande.

Ainda, de acordo com o cmjornal, João Galamba disse ser grave o que Paulo Rangel verbalizou e “é grave por duas razões, disse, a primeira é que é mentira o que diz porque não houve qualquer corte, muito menos um corte brutal, na saúde, na educação ou na proteção civil”, que afirmou garantindo que “os orçamentos nessas áreas cresceram todos”, dados que “são públicos e facilmente comprováveis”.

Na opinião do deputado do PS “é lamentável que o PSD se acantone nesse tipo de discurso, que é uma falta de respeito para com as pessoas, para com as vítimas e dá uma triste imagem de um partido que é um partido importante na democracia portuguesa” ( http://www.cmjornal.pt/politica/detalhe/ps-acusa-paulo-rangel-de-mentir-e-diz-ser-indigno-o-aproveitamento-politico-de-tragedias).

Fonte jornaleconomico.sapo.pt

Mas o quadro é ainda pior do que este …

Paulo Rangel falou … falou! Não soube do que falou! Ou, se calhar até soube?!

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel, por certo, não se recorda que foi o PSD, que foi o então Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna, Fernando Alexandre, quem extinguiu o organismo público denominado de Direção-Geral de Infraestruturas e Equipamentos (DGIE) do Ministério da Administração Interna (MAI).

A DGIE/MAI herdou as missões e atribuições do GEPI/MAI, este último foi criado na década de 80, sucederam-se um ao outro. O GEPI e, depois, a DGIE foram constituídos para obter racionalização e rentabilização dos investimentos e aquisições de serviços e bens para as forças e serviços de segurança, através de procedimentos comuns, e obter poupanças de custos e ganhos de escala, maximizando os procedimentos concursais e contratuais e fazendo a gestão e acompanhamento dos contratos públicos.

Mas, parece que tudo isso foi esquecido! Foi esquecido em nome da cega redução das despesas públicas, independentemente da repercussão das consequências do ato: o então, Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna, Fernando Alexandre, decidiu extinguir a DGIE, se não foi ele, pelo menos, Fernando Alexandre, foi o rosto visível dessa decisão política.

Fonte jornalnegocios.pt

O ato de extinção da DGIE foi altamente nefasto ao Estado Português, com consequências incalculáveis a múltiplos níveis, nomeadamente ao nível do contrato SIRESP. Quanto ao SIRESP, importa dizer, é evidente que os problemas de fundo de que, publicamente, se tem vindo a falar, continuariam a existir, porque, segundo se diz, eles são estruturais (e em 2017 houve uma conjugação de fatores que aumentaram a desgraça dos incêndios).

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Afinal o SIRESP também colapsa quando há tempestades, não é só nos incêndios …

Já foi admitido, o SIRESP colapsa mesmo

O SIRESP “moribundo” desde a nascença

O Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) também colapsa quando há tempestades, não é só nos incêndios. O SIRESP colapsa mesmo.

O SIRESP colapsa numas alturas, nomeadamente nas emergências como intempéries e incêndios, e, não funciona noutras.

Fonte sol.sapo.pt

O SIRESP está “moribundo” desde a nascença, o Editorial Jurídico disse-o em junho aquando dos incêndios de Pedrogão Grande.

A rede SIRESP usada pelas forças de segurança, e alguns serviços de segurança, e pelos bombeiros não vai abaixo só nos incêndios, como aconteceu recentemente nos fogos de Pedrógão ou de Mação, o SIRESP também colapsa quando há intempéries.

Fonte cm.pt

O SIRESP não está preparado para fazer aquilo para que foi concebido, o SIRESP não está preparado para a SEGURANÇA e EMERGÊNCIA, o SIRESP está “moribundo” desde a nascença.

O Jornal de Notícias e o Diário de Notícias, entre outras fontes informativas, já o disseram esta semana, o SIRESP também colapsa quando há tempestades, não é só nos incêndios. É verdade o sistema, que custou cerca de 500 milhões de euros (diz-se por aí, mas na verdade custa mais) não está preparado para a emergência dos incêndios, também, não está preparado para aguentar tempestades e colapsa praticamente todos os anos.

Mas o Estado nunca exigiu o pagamento de penalidades à empresa que opera a rede (veja em http://www.jn.pt/nacional/interior/siresp-tambem-colapsa-quando-ha-tempestades-8688984.html e em http://www.dn.pt/portugal/interior/siresp-tambem-tambem-falha-quando-ha-tempestades-8689370.html).

Mais, O SIRESP está criado para “absorver” dinheiro ao Estado, segundo noticiou o Observador, em 26.06.2017, “A operadora Siresp, que gere o SIRESP, pagou mais de 6,67 milhões aos seus accionistas, em dividendos, em 2016. No ano anterior, a empresa registara lucros de três milhões.” E, é isto que interessa … não a rede SIRESP, não a rede de emergência e segurança?!

Pois, o SIRESP, por vezes, até em situações de operacionalidade normal não funciona, isto é dito com conhecimento de causa, pois, a editora já teve oportunidade de referir em post anterior que trabalhou na Assessoria Jurídica da Direção-Geral de Infraestruturas e Equipamentos (DGIE) do Ministério da Administração Interna (MAI) quase 14 anos (recorde o artigo sobre o SIRESP publicado pelo Editorial a 25 de julho).

A DGIE era a gestora do contrato SIRESP por parte do MAI, este, organismo público, foi formalmente extinto em dezembro de 2014, pelo governo do então primeiro ministro, Passos Coelho. E, na DGIE a editora, ouvia desabafos de quem operou, e ainda opera, com a rede SIRESP (em grande medida as forças de segurança, PSP e a GNR). Alguns elementos das forças de segurança queixavam-se da rede, queixavam-se que ela, por vezes, não funcionava nem em situações de normalidade operacional, confessavam, nessas situações acabavam por utilizar a sua própria rede.

Outrossim, bem recentemente, no dia 8 de junho, em conversa com um agente da PSP, numa esquadra da PSP pertencente ao Concelho de Cascais, agente que o Editorial não identificará por razões óbvias, confessou que muitas vezes no quotidiano operacional têm que recorrer à rede interna da PSP, porque a rede SIRESP não funciona.

“Quem de direito” nunca deu ouvidos àqueles que trabalham diária e constantemente com a rede SIRESP e seus terminais (sejam forças de segurança, bombeiros ou outros que partilham a rede), não se escuta quem está no terreno!?!

De acordo com a notícia do Diário de Notícias on line, a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, informou, em 27.07.2017, no parlamento, que o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança em Portugal (SIRESP) falhou 284 horas em 2013.

E falhou em 2012 (143 horas), falhou em 2014, muito embora a expressão das falhas não tenham sido muito significativas (de acordo com um documento do MAI a que a Lusa teve acesso).

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O Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP)

SIRESP “moribundo” desde a nascença

A operadora do SIRESP é a Siresp S. A.

O Editorial vem falar-lhe de histórias verídicas sobre o SIRESP e a Siresp, na sequência do último post sobre o hediondo incêndio em Pedrogão Grande, e concelhos limítrofes, que lavrou infindavelmente, bem como na sequência dos factos ocorridos nesses dias, factos que agora são dissecados pela comunicação social, e não só por esta – o SIRESP, a Siresp e a tragédia total não podem voltar a acontecer.

Fonte rtp.pt

O Editorial contará, na primeira pessoa, o que viveu de perto, durante largos anos, no Ministério da Administração Interna (MAI), apesar de nunca ter exercido qualquer função ou cargo ligado ao SIRESP. A editora trabalhou quase 14 anos no MAI, iniciou funções, nomeadamente, de assessoria jurídica do Gabinete de Estudos e de Planeamento de Instalações (GEPI) do MAI, em março de 2001, organismo ao qual sucedeu a Direção-Geral de Infraestruturas e Equipamentos (DGIE) do MAI em 2007 (extinção do GEPI por fusão na DGIE).

A DGIE foi criada pelo Decreto-Regulamentar n.º 18/2007, de 29 de março, publicado no Diário da República n.º 63/2007, 1.ª Série.

A DGIE foi desenhada e criada para planear e executar, centralizadamente, os investimentos realizados na segurança interna, proteção civil e segurança rodoviária no âmbito do MAI.

sicnoticias.sapo.pt

Mais, a atribuição desta missão a um organismo central (DGIE) visou, essencialmente, conseguir a racionalização e rentabilização dos investimentos e, através de procedimentos comuns para as várias forças e serviços de segurança, obter poupanças de custos e ganhos de escala, assim como, também, maximizar os procedimentos concursais e contratuais de forma “profissionalizada”.

A missão da DGIE era exercida, nomeadamente, em quatro grandes áreas fundamentais: 1) o planeamento e controlo dos investimentos; 2) a centralização dos procedimentos de grandes aquisições; 3) a construção e remodelação de instalações das forças e serviços do MAI; e 4) a coordenação global e prestação de serviços comuns na área das tecnologias de informação e comunicação.

A DGIE sucedeu legalmente nas atribuições e competências do GEPI, e concentrou em si funções e tarefas que vinham sendo asseguradas por outros serviços do Ministério da Administração Interna, designadamente as forças de segurança, libertando recursos nestes para o desempenho de funções mais próximas da sua vocação institucional. A DGIE sucedeu, também, ao GEPI como entidade gestora do projeto SIRESP e acolheu, vinda da Comissão Instaladora, a Rede Nacional de Segurança Interna (RNSI).

Porém, em Dezembro de 2014 a DGIE foi vilmente extinta e quem “herdou”, por fusão, as suas missões, funções e atribuições foi a Secretaria-Geral do MAI – querendo consulte em http://www.sg.mai.gov.pt/Tecnologias/SIRESP/Paginas/default.aspx e em http://segurancaedefesa.blogs.sapo.pt/extincao-da-direcao-geral-de-137916.

Fonte agc.sg.mai.gov.pt

Esta extinção foi “orquestrada”, tanto quanto foi tornado público, pelo então Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna, Fernando Alexandre (à altura o Ministro da Administração Interna era Miguel Macedo). Posteriormente, noutro artigo, o Editorial abordará o assunto da extinção da DGIE, e, o leitor, verá como esta catástrofe de Pedrogão Grande de alguma forma está associada à extinção deste organismo público.

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Corrupção, negócios multimilionários à margem da lei

A ganância e a corrupção

É verdade, Luís Cunha Ribeiro, antigo presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), foi detido hoje de manhã, bem cedo, por elementos da Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de corrupção ativa e passiva, branqueamento de capitais e recebimento indevido de vantagens.

Foto Sic

As buscas da Polícia Judiciária (PJ) ocorreram em Lisboa, Porto e, além-fronteiras, na Suíça (Zurique), algumas ainda decorrem neste momento, são mais de 30 buscas em vários locais, Ministério da Saúde, INEM e dois escritórios de Sociedades de Advogados, entre outros. Luís Cunha Ribeiro é o principal suspeito de corrupção do chamado caso “Máfia do Sangue”, como já se ouviu e leu nos média portugueses, a operação da PJ foi denominada “O Negativo”.

De acordo com o comunicado da Procuradoria-Geral da Republica (PGR) existem suspeitas de uma empresa de produtos farmacêuticos ter usufruído de uma posição de monopólio no fornecimento de plasma sanguíneo inativo e de uma posição de domínio no fornecimento de hemoderivados, venda a várias instituições e serviços do Serviço Nacional de Saúde. Os média avançaram que se trata da Octapharma que foi, e ainda está a ser, alvo de buscas no momento em que o Editorial publica este post. Continuar a ler Corrupção, negócios multimilionários à margem da lei