Juntos por todos

Os portugueses são maravilhosos onde quer que estejam

O Meo Arena e Pedrogão Grande em 27 de junho de 2017

Fonte oinformador.com

 

É bom não esquecer! O momento foi mais do que solidariedade.

Fonte cmjornal.pt

Além de solidário, o momento foi de humanidade e de “bem-fazer” para com as vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande e de homenagem póstuma aos 64 mortos.

O concerto que transmitiu ao mundo “Pedrogão Grande, e arredores, estamos aqui convosco, chorámos, e choramos convosco, a vossa dor, arregaçámos as mangas e estamos aqui para ajudar a renascer das cinzas”.

A ideia do concerto partiu do promotor Vasco Sacramento que anunciou, sensibilizado com as vítimas do incêndio, no passado dia 18 de junho na rede social Facebook a intenção de fazer um concerto solidário.

Editorial Jurídico

E, fez-se magia, em menos de uma semana, para que este evento fosse possível em tempo e oportunidade.

Foram 25 os artistas que subiram ao palco para se associar a esta causa: AGIR, Amor Electro, Ana Moura, Aurea, Camané, Carlos do Carmo, Carminho, D.A.M.A, David Fonseca, Diogo Piçarra, Gisela João, Hélder Moutinho, João Gil, Jorge Palma, Luísa Sobral, Luís Represas, Matias Damásio, Miguel Araújo, Paulo Gonzo, Pedro Abrunhosa, Raquel Tavares, Rita Redshoes, Rui Veloso e Sérgio Godinho e Salvador Sobral.

Editorial Jurídico

O concerto teve início às 21:00, as receitas do concerto revertem para a União das Misericórdias Portuguesas e serão canalizadas para ajudar as populações afetadas pela tragédia, o valor de 1.153.000 euros doado com e durante o concerto.

O Presidente de todos os portugueses, Marcelo Rebelo de Sousa, esteve presente do início ao fim do espetáculo. O espetáculo começou às 21h00, foi transmitido pela Renascença, pelas restantes rádios e todas as televisões genéricas portuguesas.

Fonte m.famavip.com

Os portugueses conseguem ser muito grandes!

Reposto o artigo “Juntos por todos”, originariamente publicado a 28.06.2017, o Editorial faz notar que, exatamente, 1 mês após essa data a realidade dramática dos incêndios tem permanecido atual, com a exceção das dramáticas mortes.

Pedrogão Grande

Municípios de Pedrogão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera

Choramos convosco

Fonte clickgratis.com.br

 

O coração dos portugueses está de luto!

O Editorial deixa aqui o seu profundo pesar e condolências aos familiares das vítimas de Pedrogão Grande, Figueiró e Castanheira, e julga puder fazê-lo em nome de todos os portugueses que não possam ou consigam exprimir o seu pesar.

Até ao momento, da publicação deste artigo, as vítimas são 61 e os feridos já contam 62, dos quais 8 são bombeiros voluntários e alguns estão em estado grave.

O Editorial não pode deixar de enaltecer e louvar a dedicação e o empenho desses homens e mulheres, bombeiros na mais das vezes voluntários, que arriscam a sua própria vida a combater as labaredas infernais que consomem a floresta portuguesa, os bens das pessoas e a vida das vítimas, e que, por vezes, eles próprios são vítimas desse “inferno de chamas” que lhes ceifa a vida sem dó. Por isso, a todos vós, o meu sincero e profundo agradecimento pela vossa inestimável bravura.

Por vós choro Pedrogão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera!

Fonte loskatchorros.com.br

Por vós choro de dor, em solidariedade, pelo vosso sofrimento de “vidas ceifadas” e “colos perdidos”, porque a editora já viveu, por duas vezes, cenários diabólicos de incêndios incontrolados e “devoradores de futuro”, no Concelho do Sardoal, que já tão fustigado foi por labaredas incontroláveis.

Palavras não existem para silenciar a dor na tragédia.

O Editorial apenas deixa, aqui, um poema “A morte chega cedo”, dedicado a todas as vítimas que partiram, por causa deste incêndio, e a todos os que, de uma maneira ou de outra, sofrem por causa dele:

 

A morte chega cedo,

Fonte frases10.online

Pois breve é toda a vida

O instante é o arremedo

De uma coisa perdida

O amor foi começado,

O ideal não acabou,

E quem tenha alcançado

Não sabe o que alcançou.

E tudo isto a morte

Risca por não estar certo

No caderno da sorte

Que Deus deixou aberto.

Fernando Pessoa